Verdades e curiosidades sobre ruivos naturais

Por mais que tanta gente tente se passar por cabecinhas vermelhas, os ruivos naturais são muito raros e envoltos em muitas curiosidades.

Por mais que tanta gente tente se passar por cabecinhas vermelhas, a verdade é que os ruivos naturais representam apenas entre 1% e 2% da população mundial (em números, algo entre 70 e 140 milhões de pessoas).

Vamos para algumas verdades e curiosidades sobre eles?

 

 

O ruivo não é uma mistura entre cabelos escuros e loiros, como alguns acreditam, mas uma mutação genética provocada por um gene recessivo, o MC1R. Em poucas palavras, a mutação aumenta a quantidade de pigmento vermelho e diminui a quantidade de pigmento escuro que essas pessoas produzem, e isso faz também com que eles tenham sardas, pele e olhos mais claros.

A maior incidência de ruivos é nos países nórdicos, onde formam o segundo percentual mais altos da população – superados apenas pelos loiros.

Ambos os pais de uma pessoa ruiva precisam ser portadores desse gene recessivo, mas veja bem, eles não precisam ser necessariamente ruivos, apenas portadores do tal do gen. Exatamente por isso o nascimento de um ruivinho ou ruivinha pode ser uma total surpresa para a família.

Ser ruivo de olhos azuis é algo ainda mais raro. Isso porque olhos azuis também são resultado de um gene recessivo, segundo o Science Daily.

 

 

Agora às peculiaridades sobre os ruivos: Apesar de serem uma pequena fração da população mundial, os ruivos correspondem a uma grande fatia de profissionais do entretenimento. Especificamente, 30% dos apresentadores, modelos e atores nas telinhas em horários de pico são ruivos – isso no mundo todo, tá? Outra curiosidade é que mulheres ruivas são duas vezes mais propensas a emplacarem um comercial do que homens de cabelos vermelhos, segundo divulgou a matéria do The List.

Especula-se que o motivo de tantos ruivos em comerciais e propagandas é que eles sejam mais fotogênicos que os demais. Outros apontam para os efeitos positivos que a cor vermelha têm em nossos corpos.

 

 

Também existem ruivos de origem negra por aí, de acordo com o The Big Redhead Book: Inside the Secret Society of Red Hair, graças aos movimentos de migração humana. Um geneticista da Universidade de Stanford contou que “existem portadores de cabelo ruivo no Caribe e na África em grande quantidade devido à migração ou fluxo gênico.” Como é linda a diversidade!

 

 

De acordo com o National Institutes of Health, a tal da mutação do gene recessivo MC1R não afeta apenas a aparência dos ruivos, não. Graças a ela eles sentem mais dor e respondem aos analgésicos de forma diferente das demais pessoas, precisando de mais anestésico na mesa de operação, por exemplo.

Em contraponto, os ruivos produzem mais vitamina D e não precisam se expor tanto ao sol quanto as outras pessoas. Outra consequência da super produção dessa vitamina é que eles correm menos risco de desenvolver doenças como diabetes e artrite.

Os ruivos são mais sensíveis às mudanças térmicas, portanto no verão eles sentem mais calor, e no inverno mais frio que as outras pessoas.

 

 

Ruivos também são mais eficientes em relação à adrenalina. Em teoria, sua função supra-renal é dupla: eles não apenas produzem mais hormônios, como também os acessam mais rapidamente que o resto de nós, segundo o “Red: A Natural History of Headhead“. Mas o que isso significa? Que ruivos se desenvolvem melhor em situações de luta ou fuga, e consequentemente têm mais chances de sobrevivência!

 

 

Agora durma com mais essa: a bioquímica dos ruivos é tão singular que eles têm um cheiro diferente e, segundo escreveu o Dr. Augustin Galopin no livro “Le Perfum de la Femme“, de 1866,  “as mulheres tem cheiros diferentes com base na cor dos seus cabelos, e as ruivas possuem cheiro de âmbar.”

Nada foi provado cientificamente, além de que o manto de pele das mulheres ruivas (a camada invisível e sebácea sobre a pele) é mais ácida do que a das outras mulheres.

 

 

Fotos: Reprodução

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