TEMPORADA DE DESFILES INTERNACIONAIS – CALVIN KLEIN, COACH E MICHAEL KORS

Estamos em meio a mais uma temporada de desfiles internacionais, que irá ditar as tendências de moda para o verão de 2018, e já começamos a identificar os principais destaques das marcas mais famosas lá no hemisfério norte. Não sabemos se vocês já ouviram falar, mas o troca-troca de estilistas rendeu novas direções criativas a […]

Estamos em meio a mais uma temporada de desfiles internacionais, que irá ditar as tendências de moda para o verão de 2018, e já começamos a identificar os principais destaques das marcas mais famosas lá no hemisfério norte.
Não sabemos se vocês já ouviram falar, mas o troca-troca de estilistas rendeu novas direções criativas a marcas tradicionalmente americanas, entre elas a Calvin Klein, atualmente regida pelo belga Raf Simons, e a Coach, que agora é comandada pelo britânico Stuart Vevers. A Michael Kors é uma das poucas que continua liderada por seu fundador.

A fim de resgatar valores norte-americanos, Raf Simons prestou uma homenagem a Andy Warhol nessa última coleção da Calvin Klein. O artista, pai do movimento conhecido como pop art, foi relembrado em estampas tipo serigrafia, uma das técnicas que utilizava em suas obras de arte.

O personagem cowboy, que é tanto uma referência ao trabalho de Warhol quanto um dos símbolos mais conhecidos da cultura americana, foi mantido nos elementos que compuseram a coleção.

Um novo tipo de transparência, em forma de sobreposição de peças coloridas de alto contraste, reforçou a tendência que já mostramos por aqui. Outro destaque ficaram para os acessórios franjados, super em alta, que a marca trabalhou na forma de enormes pompons, remetendo às líderes de torcidas.

A Coach 1941 apostou no brilho do glitter e reforçou o apelo jovem que as coleções desenvolvidas por Vevers carregam desde a sua contratação pela marca, há dois anos. Assim como Raf para a CK, o estilista também realizou uma homenagem a um artista norte-americano, Keith Haring, cujas obras refletem a cultura nova-iorquina da década de 80. Alguns de seus famosos grafites cruzaram as passarelas em forma de estampas, bordados e aplicações.

Os contrastes na moda, aliás, nunca estiveram mais em alta. Uma mistura de estilos e elementos completamente diferentes são combinados em um único look. Percebemos isso nos menores detalhes, quando acabamentos em patchwork são unidos a detalhes com brilho, bordados, passamanarias (esses aviamentos costurados nas roupas) e o que mais der na telha do estilista.

Os acabamentos são bastante ricos, e as roupas com cara de lingerie são finalizadas com bordados que fazem as vezes de joalheria. Nem vai precisar completar a produção com broche, colar…

Sempre uma das mais elegantes na semana de moda de Nova York, a Michael Kors, famosa pela cartela de cores neutras, investiu em cores mais vibrantes desta vez. A estampa tie-dye foi explorada pelo estilista, mas sempre combinada com acessórios bege. Padronagens de folhagens surgiram em conjuntos finos de blazer e calças curtas com modelagem mais ampla criando um visual mais natural, moderno e contemporâneo. Os pretinhos básicos também ganharam contrastes de tecidos, unindo a transparência de malhas com toques mais pesados dos blazers.

A marca veio cheia de dicas pra gente inovar nos acessórios, como essa ideia de substituir a alça de couro daquela bolsa de sempre por um lenço ou xale, ou até por uma trança de tecido. Gostamos muito!

Outros truque de styling, esses já conhecidos nossos, foram as voltinhas pra arrematar o cinto e aquele nozinho charmoso na barra da camisa – que já garantem visual renovado à produção!

Fotos: WWD, Vogue.

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