Tá com a sensação de ter ganhado uns pneus a mais nesse fim de semana da Páscoa, de ter reavido aqueles quilinhos que você suou e demorou tanto pra perder? Meses de sofrimento x três dias de deleite = essa conta não bate, não tá certo, ó vida, ó injustiç… péra aí! Antes da revolta se instalar, vamos todos juntos, de mãos dadas, tentar compreender como a coisa funciona. Basicamente, a dinâmica para a perda de peso compreende a redução da ingestão de calorias e a aceleração do metabolismo. Mas não é só reduzir drasticamente o consumo de calorias pra equilibrar os exageros cometidos que tudo ficará como antes. Não, não é. O médico britânico Tim Crowe, especialista em ciência da nutrição, esclarece que o problema se relaciona basicamente ao chamado “efeito rebote” – fenômeno que leva muitas pessoas a compensarem a fome, suportada bravamente durante a dieta, comendo exageradamente na primeira oportunidade. Segundo o cientista, “a influência da fome na recuperação do peso é três vezes mais forte que a desaceleração do metabolismo”, o que faz com que a maioria das pessoas volte a engordar. Sendo assim, para que um plano de perda de peso seja bem sucedido, além das atividades físicas, é aconselhável evitar dietas que nos façam “morrer de fome” e optar por uma nutrição adequada e equilibrada que forneça o suficiente para nos satisfazer – pode levar mais tempo para alcançar o objetivo, mas será bem mais sustentável! Ah, esse caminho do meio…

Foto: Getty Images

Mari Lemos é jornalista, trabalhou com Erika Palomino na revista KEY, no caderno Vitrine da Folha de S. Paulo, e como redatora do site Petiscos, da Julia Petit. Hoje edita o Blog do MorumbiShopping.